Profissionais de saúde de diversos municípios da Baixada Fluminense e da capital se reuniram no Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, para debater o impacto do racismo institucional no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro ocorreu na sexta-feira (14) e reuniu enfermeiros, psicólogos, professores e gestores públicos.
A palestra principal foi ministrada pelo filósofo Carlos Henrique Ònã Veloso, coordenador da Escola Técnica de Saúde Enfermeira Isabel dos Santos, da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O evento abordou como o preconceito racial e o "pacto da branquitude" afetam desde a gestão de cargos no SUS até a receptividade nos postos de saúde.
Atendimento com equidade
Durante o debate, os participantes defenderam a aplicação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e reforçaram a necessidade de capacitação contínua para profissionais da ponta — como recepcionistas e médicos — e da rede de ensino.
"Precisamos entender que deve haver equidade, ou seja, temos que atender cada pessoa da forma como ela precisa ser tratada", destacou Dayane Brito, coordenadora do Grupo Técnico de Equidade em Saúde de Belford Roxo.
A reunião em Nilópolis faz parte de um ciclo de encontros promovidos pela SES para percorrer o Estado do Rio de Janeiro. Os resultados e propostas levantados nas discussões locais serão apresentados em um fórum estadual agendado para o dia 11 de novembro.
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